Questões da Prova de Atividade Técnica de Suporte

Questão: 604565
Banca: CETRO Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Disciplina: Assunto:
O serviço público de “promoção de programas de construção de moradias” pode ser entendido como  
Questão: 14322
Banca: FUNCAB Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Um agente público incide em hipótese de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito, adquirindo com o produto de tal ato um imóvel de elevado valor. Além das sanções previstas, de acordo com a Lei n° 8.429/1992, é cabível a seguinte medida acautelatória:
Questão: 78226
Banca: FUNCAB Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
A responsabilidade civil de dono de colégio, por fato de lesão corporal de um aluno em outro, é de natureza:
Questão: 78225
Banca: FUNCAB Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Disciplina: Direito Civil Assunto: Parte Geral , Prescrição e Decadência ,
Entende-se ocorrer prescrição quando:
Questão: 14327
Banca: FUNCAB Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo Assunto: Poderes da Administração , Poder de polícia ,
O poder de polícia é um assunto dos mais debatidos pela doutrina nacional. Conforme o artigo 78 do Código Tributário Nacional, considera-se poder de polícia atividade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Dessa forma, assinale a resposta correta.
Questão: 223553
Banca: FUNCAB Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Disciplina: Economia Assunto: Geral ,
Uma das formas de entender a economia é estudar a composição do PIB segundo seus vários tipos de despesas. A equação Y=C+I+G+EL é uma identidade, porque: 
Questão: 14323
Banca: FUNCAB Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo Assunto: Geral ,
A Lei n° 8.745/1993 admite a contratação temporária de excepcional interesse público, assim considerada a situação de emergência em saúde pública. Nesta hipótese, é dispensável processo seletivo, mas o contrato não poderá exceder, persistindo a situação de emergências, ao prazo de : 
Questão: 260818
Banca: FUNCAB Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade de Custos Assunto: Geral ,
Um gestor, ao analisar os custos e receitas potenciais de duas alternativas de investimentos, decidiu desconsiderar os custos de depreciação de itens do imobilizado que em uma das alternativas terá seu uso descontinuado. O fato de desconsiderar esses custos demonstra que ele está : 
Questão: 195351
Banca: FUNCAB Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral Assunto: Geral ,
As entradas de caixa decorrentes da emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais são classificados nos fluxos de caixa como atividades: 
Questão: 409735
Banca: CETRO Prova: Atividade Técnica de Suporte Ano: 2015
Disciplina: Português Assunto: Geral ,

Releia o trecho abaixo e, em seguida, analise asassertivas sobre a grafia de algumas palavras.


    “Esses alunos de situação social mais elevada têm melhordesempenho porque, muito provavelmente, têm acesso maisfácil e regular aos canais de difusão da cultura, como osmuseus, os concertos, os livros e as revistas, extensão daprópria inserção cultural dos pais.”


I. A palavra “concerto” é homófona (homo → mesmo; fono → som) de “conserto”, cujo significado, porém,é diferente do daquela. Esse fenômeno tambémocorre com os vocábulos “caçar” e “cassar”.

II. Como em “extensão”, grafam-se com “x” osvocábulos “extenso” e “extendido”.

III. Em “inserção”, o som /s/ é representado,respectivamente pelas letras “s” e “ç”, o que também ocorre nas palavras “insinuação”, “consecução” e“consignação”.


É correto o que se afirma em 

      Há anos os resultados das provas do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem – mostram um desempenho sofrível dos estudantes e, por extensão, das escolas brasileiras que os educaram. Se houvesse um sistema de monitoramento da educação, como há para tempestades e inundações, há muito o País teria entrado em estado de atenção.

      Em todo o Brasil, 6.193.565 estudantes fizeram o exame em 2014. Na prova de redação, apenas 250 obtiveram a pontuação máxima e apenas 8,4% obtiveram ao menos 70% dos mil pontos da escola, pontuação que atesta que são capazes de se exprimir razoavelmente bem na língua portuguesa. Em contrapartida, 8,5% (mais de meio milhão) tiveram nota zero – não conseguem se expressar por escrito na língua pátria, como se dizia em outros tempos, quando Olavo Bilac a louvava enternecido e generoso e dela dizia: “Última flor do Lácio, inculta e bela, és, a um tempo, esplendor e sepultura...”. Mal sabia ele que neste dia distante, que é o nosso, a língua tropeçaria nas fórmulas que os burocratas da educação inventariam para avaliar se os educandos seriam capazes de nela escrever corretamente algumas linhas e nela expressar o que pensam.  

      A língua portuguesa escrita serve para alguma coisa? Esses resultados do Enem dizem-nos que serve pouco e para alguns até não serve para nada. Mais da metade dos examinandos, 55,7%, fizeram, no máximo, metade dos pontos necessários para provar que são capazes de se expressar por escrito em nossa língua. O exame do Enem de 2014 lança no caminho de escolas superiores e do mercado de trabalho 3.452.543 de iletrados. Gente que mal escreve e, portanto, pensa mal, se tivermos em conta que escrever com clareza e objetivamente é expressão do pensar claro e objetivo.

      Na comparação do desempenho dos oriundos das diferentes escolas, o resultado não é consolador. Em redação, a média das escolas federais foi de 618,7 e a das escolas privadas ficou bem abaixo das federais, 570,8, na faixa das notas medíocres. As escolas públicas municipais e estaduais tiveram deploráveis 458,2 e 434,7. Ótimas escolas existem nesses quatro campos de atuação escolar. A qualidade não depende do que é público ou privado, federal, estadual ou municipal. Depende de vários fatores. Sempre se diz que depende muito dos salários dos professores, como se o nível e  a qualidade das escolas melhorassem apenas com melhora salarial. Os salários do magistério continuam desvinculados da formação e da competência dos docentes. Essa discussão esconde o fato de que a degradação dos salários do magistério ao longo de muitos anos, dos cursos de formação de professores, tanto no ensino médio quanto na universidade, desestimulou vocações. Encheu de desânimo os que ainda acham que ensinar é missão e sacerdócio e até ato de amor à pátria. A ideologia de botequim que preside hoje a educação, isto é, a ideologia do cálculo de custo e de que escola deve ser avaliada por critérios de produtividade e não de qualidade, tornou professores e alunos equivalentes a mercadorias de balcão, meros números e índices.

      O resultado do Enem para os diferentes campos do conhecimento em que a avaliação é feita não é diferente do resultado para a prova de redação, oscilando levemente em torno da mesma média dessa prova. O dado, talvez, mais interessante para se pensar criticamente a escola média, e desse modo buscar uma saída que transforme a escola brasileira, está nas médias obtidas quando se tem como referência o Índice de Nível Socioeconômico – Inse – da escola. O desempenho dos alunos é ruim nas de Inse muito baixo, tanto nas escolas federais quanto nas escolas privadas, quanto nas municipais e estaduais. O índice sobe entre 140 e 180 pontos quando se avaliam as médias dos alunos de escolas de Inse muito alto. Nas federais, a média foi de 624,4 e, nas privadas, foi de 624,4, bem menos do que na escala tradicional vem a ser nota 7,0 para definir o que é bom estudante, não necessariamente ótimo.

      Esses alunos de situação social mais elevada têm melhor desempenho porque, muito provavelmente, têm acesso mais fácil e regular aos canais de difusão da cultura, como os museus, os concertos, os livros e as revistas, extensão da própria inserção cultural dos pais. Não é demais pensar que as escolas públicas deveriam obrigar-se a promover atividades nesse âmbito, como complemento do ensino em sala de aula. O verbalismo didático é um recurso vencido na educação. Essa implementação depende, também, de que a chamada comunidade de referência da escola e do aluno seja envolvida nas atividades escolares.

      Os melhores resultados em avaliações da escola pública têm ocorrido em municípios de tamanho compatível com a sobrevivência do espírito e da mentalidade comunitários, onde é forte o sentimento de pertencimento e a valorização da escola pela comunidade. A educação não escapará da ruína se os maiores interessados, que são os pais, a família e os  educadores, não se envolverem e não forem envolvidos na missão redentora de educar.


                                  MARTINS, J. de S. Inculta e nada bela. In: O Estado de S.Paulo (versão on-line).

                                                                                                                    17 jan. 2015. Adaptado.